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Seminário (continuação)

"Pais pouco exigem dos filhos e da escola"

Os portugueses não são exigentes, os pais não exigem das escolas nem dos filhos e os estudantes não exigem de si próprios nem dos estabelecimentos de ensino, defendeu, esta terça-feira, o ex-ministro da Educação Eduardo Marçal Grilo.
O ex-ministro da Educação, que falava no seminário "Participação dos Pais na Escola", a decorrer, esta terça-feira, no Conselho Nacional de Educação (CNE), em Lisboa, afirmou que o povo português "protesta, mas não é verdadeiramente exigente nos locais próprios".
"Os pais não são exigentes em relação aos filhos, os pais e filhos não são exigentes em relação à escola e não há exigência dos estudantes em relação a si próprios", disse o actual administrador da Fundação Calouste Gulbenkian. Marçal Grilo, como outros especialistas que participam no seminário, salientou a importância e necessidade de envolver os pais na vida da escola e dos alunos.
Apesar de reconhecer "a vida infernal de muitos pais", Marçal Grilo não deixou de referir que "há muitos que não têm problemas de horários e não estão disponíveis" e, neste contexto, a escola "tem um papel importante na mobilização dos pais".
E, quando existem problemas, o diálogo continuado entre pais e professores é fundamental para enfrentar as situações, apontou. Para o ex-ministro, "os exemplos têm de vir de cima e pais e professores devem ser referência" para os mais jovens. "Os professores têm de assumir-se como referência" para os alunos, disse ainda o especialista

Fonte: Jornal de Noticias - 11/05/2011

Seminário Participação dos Pais na Escola Promovido pelo Conselho Nacional de Educação

Projecto - Indicadores de Participação dos Pais na Escola (IPPE)
Os pais devem poder escolher a escola que consideram mais adequada para os seus filhos para além do sistema público, defende um estudo europeu hoje apresentado, que aponta igualmente a "efetiva gratuitidade" do ensino obrigatório.

O projeto Indicadores de Participação dos Pais na Escola (IPPE), desenvolvido em vários países europeus, reflete uma imagem que "não é negativa" para Portugal, já que os resultados colocam o país na média europeia.

O objetivo do projeto era avaliar a participação dos pais na vida escolar e Portugal obteve 71 pontos (num total de 100) quando a média europeia é de 72 pontos.

O projeto está a ser apresentado e debatido num seminário organizado em Lisboa pelo Conselho Nacional de Educação que desenvolveu o trabalho em Portugal em parceria com a Fundação Pró-Dignitate.
A presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Ana Maria Bettencourt, disse à agência Lusa, à margem do seminário, que este trabalho "abre caminho para algumas reflexões pertinentes" relacionadas com a gestão das escolas e a participação dos pais na vida escolar dos seus filhos. Aponta ainda áreas em que é necessário melhorar, como a forma de informar os pais, que muitas vezes não é a mais adequada.

No indicador global, Portugal obteve a mesma pontuação que Espanha, muito perto da média europeia, tendo sido ultrapassado pela Bélgica, Inglaterra e País de Gales.

O país ficou acima da média europeia no indicador relativo ao direito de participação, tendo-se situado abaixo da média europeia nas restantes questões, relativas ao direito de escolha do estabelecimento de ensino e ao direito à informação.

Portugal obteve uma boa pontuação no que respeita ao direito de recurso dos pais face a decisões dos estabelecimentos de ensino.

Na apresentação do estudo, Conceição Reis e Carmo Gregório, do CNE, referiram que as conclusões do estudo apontam para a necessidade de serem definidas medidas financeiras que permitam aos pais a escolha da escola para os seus filhos.

"Propomos que se dê aos pais a possibilidade de escolha, tornando efetiva a gratuitidade do sistema escolar obrigatório, através da implementação de medidas fiscais e/ou financeiras ajudando as escolas 'outras que não as dos poderes públicos'", ou seja, estabelecimentos de ensino privado, pode ler-se no documento-síntese do estudo.Com o objetivo de favorecer o direito à escolha, "os poderes públicos deveriam promover a diversidade no sistema educativo público e no 'outro', nomeadamente através da autonomia dos estabelecimentos e de encorajamentos a projetos pilotos", acrescenta.

A lei laboral devia contemplar a possibilidade de os pais se deslocarem à escola dos seus filhos, sem serem penalizados, uma das formas de aproximá-los do percurso escolar dos educandos, defendeu Carmo Gregório.

O objetivo é permitir aos pais "envolver-se na vida da escola sem serem penalizados" no trabalho.

Outras das "fragilidades" referidas por Carmo Gregório foi a forma como as escolas comunicam com os pais dos alunos: o estudo veio alertar para a necessidade de encontrar uma forma de sensibilizar os estabelecimentos de ensino e os professores para simplificarem a informação, adequando às características da população onde estão inseridos.

Definir uma estratégia para os pais se interessarem mais pela escola dos filhos e terem um papel mais ativo é outra questão apontada.

Aliás, uma das recomendações do documento de síntese do estudo é a organização de uma campanha pública europeia para "sensibilizar os pais para a participação no âmbito dos mecanismos atuais, a fim de promover uma cidadania ativa neste domínio".

O estudo defendeu ainda a definição de "novas fórmulas ou métodos de participação dos pais" como alargar o direito de voto na educação, dar aos pais a gestão dos centros escolares ou favorecer a criação de escolas geridas diretamente pelos pais.Conceição Reis, também do CNE, disse que, em Portugal, "não existe qualquer dispositivo de âmbito nacional visando a formação de pais" para a participação na vida dos estabelecimentos de ensino.No entanto, podem participar em ações desenvolvidas por várias entidades, como as próprias escolas, salientou a especialista.

Conceição Reis explicou que a falta de diálogo entre a escola e os pais está, por vezes, relacionada com a inacessibilidade nomeadamente devido aos horários das reuniões nem sempre compatíveis com os horários laborais.

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